O ODL-Foz é um programa de extensão que constrói e mantém, de forma pública e permanente, um sistema de indicadores sobre a relação entre mobilidade urbana e condições de trabalho em Foz do Iguaçu. A hipótese estruturante é que, em uma cidade média de fronteira cuja economia se organiza em torno do turismo, do comércio e de um extenso circuito informal transfronteiriço, o transporte coletivo não é um serviço acessório: é a infraestrutura que define quais empregos são efetivamente alcançáveis por quais moradores — e, portanto, um determinante direto da renda, da jornada e da precariedade do trabalho. O programa combina três frentes: (i) produção de indicadores de acessibilidade a empregos por transporte público, a pé e por bicicleta, com metodologia derivada do Projeto Acesso a Oportunidades do Ipea, aplicada pela primeira vez a Foz do Iguaçu; (ii) um painel longitudinal de condições de trabalho e deslocamento, com survey domiciliar amostral anual em bairros periféricos; (iii) devolutiva pública e formação, com boletins, audiências, oficinas com sindicatos, associações de moradores e conselhos municipais, e um portal de dados abertos. É importante mencionar que o projeto mostra sensibilidade a problemática local. O município conduz em 2026 a licitação da nova concessão do transporte coletivo, com contrato de 20 anos, e o TCE-PR apontou em 2025 a ausência de monitoramento formal de indicadores do plano de mobilidade. O ODL-Foz se propõe a ocupar exatamente essa lacuna, colocando a universidade como produtora de evidência pública independente durante todo o ciclo de implantação do novo sistema.
Principalmente estudants, respondentes de survey, participantes de oficinas, cursos e audiências
População usuária do transporte coletivo de Foz do Iguaçu e trabalhadores informais
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